domingo, 25 de outubro de 2009

ela sabe fingir muito bem

assim como os outros, fingem que são felizes e me fazem parecer anormal...aham...idiotas.

o que ficou do sábado

É crueldade se negar,esconder a ferida,secar a lágrima
Eu quero feridas expostas,sangue escorrendo,choro e alegria misturados aos possíveis medos
é crueldade se esconder de si mesmo
fingir que nada foi
já que é no não,no nada,no fim
que se encontra a porta aberta

as reticências

rascunhos de madrugada

tem coisas que cheiram a pecado
e descobre-se que são,no permanecer
do cheiro que denuncia
no ar
e move o chão,as árvores,o vento
e toca
e te lembra que é proibido
dá risadinha
esconde

mas teu olhar te denuncia

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

ontem

o dia quente se fez noite fria,e as possibilidades não se concretizaram,deixando-me sedenta de movimentos,de vozes e de toque de mãos;sozinha comigo e meus pensamentos eu me canso,me dou muito trabalho,e fez-se tristeza calada em meus olhos e sorriso quebrado,posiciono-me frente ao espelho,com questões no olhar,e a sensação de perda,perdi algumas horas só comigo,e de tanto pensar,olhar,espantei o sono e fiz solidão,fiz uma casca,fiz paredes ao meu redor.
choveu,do jeito que eu gosto.e fiz café só pra mim,sobrou metade,cadê minha outra metade?
estou incompleta,procurando meus pedaços deixados no caminho,e colhendo pedaços de outros seres,pra fazer remendos coloridos