quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

cansada das canseiras da vida, letárgica, sob efeito de fluoxetina e sem apetite

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

minha busca é por momentos raros de prazer,sempre digo que sou uma escrava do prazer,escrava dos meus sentidos
eles me dominam totalmente.a vontade de tocar uma pele,de beijar certos lábios,de fumar um cigarro na sacada usando pijamas,me deliciar com o sabor de fruta mordida,a vontade de ver um filme,ou o êxtase de um espetáculo no teatro,com as emoções tomando conta de mim,meu peito apertando,minha respiração ofegante,meu corpo aquecido,minhas mãos suando,e finalmente um gozo interno,de alegria ou tristeza ou só satisfação,ou até horror,pois todos são bem-vindos,
é tudo pelo prazer,mas e depois?
de alguma forma,queremos fazer coisas que nos façam permanecer nesse mundo,de alguma forma.
às vezes eu quero ser um quadro do Renoir,mas minha vida é só uma encenação passageira,uma breve melodia,um riso interno,curto e fugaz

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

AVISO!

tenho andado distraída,ocupada,emocionalmente estável e sem crises,taí o motivo da falta de versinhos a postar aqui.
peço que esse estado de calmaria passe logo.
logo estarei aqui,louca denovo.
eu juro,esse negócio de 'tá bem' não tá bom pra mim,to começando a achar estranho.

domingo, 25 de outubro de 2009

ela sabe fingir muito bem

assim como os outros, fingem que são felizes e me fazem parecer anormal...aham...idiotas.

o que ficou do sábado

É crueldade se negar,esconder a ferida,secar a lágrima
Eu quero feridas expostas,sangue escorrendo,choro e alegria misturados aos possíveis medos
é crueldade se esconder de si mesmo
fingir que nada foi
já que é no não,no nada,no fim
que se encontra a porta aberta

as reticências

rascunhos de madrugada

tem coisas que cheiram a pecado
e descobre-se que são,no permanecer
do cheiro que denuncia
no ar
e move o chão,as árvores,o vento
e toca
e te lembra que é proibido
dá risadinha
esconde

mas teu olhar te denuncia

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

ontem

o dia quente se fez noite fria,e as possibilidades não se concretizaram,deixando-me sedenta de movimentos,de vozes e de toque de mãos;sozinha comigo e meus pensamentos eu me canso,me dou muito trabalho,e fez-se tristeza calada em meus olhos e sorriso quebrado,posiciono-me frente ao espelho,com questões no olhar,e a sensação de perda,perdi algumas horas só comigo,e de tanto pensar,olhar,espantei o sono e fiz solidão,fiz uma casca,fiz paredes ao meu redor.
choveu,do jeito que eu gosto.e fiz café só pra mim,sobrou metade,cadê minha outra metade?
estou incompleta,procurando meus pedaços deixados no caminho,e colhendo pedaços de outros seres,pra fazer remendos coloridos

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

quando chegar o dia

eu vou me jogar,eu vou me embriagar de você,como tenho sonhado todos os dias.já te disse sobre a caixinha de beijos?nela eu guardo todos os meus beijinhos pra você,um por um,quando penso em seu sorriso,são tantos beijinhos que vai demorar um tempo pra acabar,e nem assim vai faltar carinho,sorrisos,risadas (aquela que eu amo)...te sentir é tão bom,sentir a felicidade explodindo no meu peito,explodindo em festa de sentimento,de sensações boas...aquela alegria inexplicável,um transe total,como naquela tarde-quase-noite na cama de hotel barato.e ficar junto,e sentir como se fizéssemos isso todos os dias de nossa vida.porque quando a gente tá junto é tudo tão simples,tão verdadeiro.e eu me perco,deliciosamente em você,sem nada lá fora,tudo aqui dentro do peito,no toque das mãos.
é um tal de não querer mais ninguém,não precisa,já tenho tudo que me faz bem.
ta guardado pra mim

domingo, 27 de setembro de 2009

eu aprendi a ler em um pé de manga,subia lá à tarde e ficava devorando letrinhas.
aprendi também que dá pra se entregar e ficar louca pelas coisas,como por aquele livro que li umas três vezes,até hoje é assim,dá vontade de me abandonar nas coisas.não quero saber de mais nada,só ficar aqui com a saia florida e o sono nos olhos,sem amanhã e sem mais ninguém

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

03:07 am

eu aqui com meu café-recém-coado,depois de uma aula sufocante,depois de uma tarde vazia,um almoço às 2 da tarde,um sono interminável-e-delicioso-pós-cerveja-e-tequila,uma companhia loira e divertida e alguns cigarros roubados,faço o quê?

insônia,

eis o cenário:
à esquerda temos um amontoado de textos de ciência política,na cozinha a geladeira velha faz barulho,a torneira pinga,querendo me fazer levantar e apertá-la,buddy holly cantando 'dearest' e um godard me esperando (frescura chamar filme pelo sobrenome do autor)
você,caro leitor que não existe,meu fiel e sincero amigo,todo ouvidos,todo olhos,todo pensamento,debruçado sobre a complexidade desse meu momento que lhe descrevo,me ajudará a fazer a escolha certa?
pois bem,palpites não podes dar
então,que faço?
termino a faculdade,caso,ou compro uma bicicleta?
ja que não tomo uma decisão,vou brincar de Anna Karina
ah,como eu amo esses narradores da nouvelle vague
cada vez mais eu confio no caos,e nas incertezas.chega de certezas né...chega de ordem,tá na hora de desconstruir tudo,de maneira drástica.
é assim que as coisas estão há algumas semanas,e o peito apertado com choros repentinos,momentos de êxtase,visões de algo bom,ou só pessimismo e desesperança.
não,não tá tudo bem,não vai dar tudo certo,não se continuar assim
mas sempre existe algo a ser feito,e perceber-se infeliz é o primeiro passo.a partir daí é importante não insistir nos erros e fazer o que deve ser feito.
eu vou embora daqui,esse lugar me oprime,
levo na mala poucas coisas de hoje,e deixo pra traz algumas possibilidades e um pouco de segurança,mas vejo em frente novos caminhos,improváveis,difíceis e delirantes.
chega de viver a vida cretina dos outros,e fazer tudo igual,eu nunca fui assim

tem um monte de monstros e dragões loucos dentro de mim
destrancarei a jaula
dia desses atingirei a insanidade mental
yeah,I thik I'll be alright

sábado, 12 de setembro de 2009

sobre distâncias

Elas nos incomodam de uma forma estranha,o mapa do tesouro,o amor distante,o sonho impossível.Distantes no tempo ou no espaço,aquilo que nos completa tá sempre longe,fugindo da gente,despertando vontades,sensação de vazio ou insatisfação,as distancias querem nos tirar o que nos é devido...pior é quando encontramos o tesouro,mas não podemos alcança-lo,meus braços não chegam lá,minhas mãos não lhe tocam,mas meu coração tá junto dele.
é detestável a sensação de estar longe de alguém tão próximo,de quando a pessoa não lhe inspira nada bom,não desperta nenhum desejo mesmo que pareça interessante,mas você não sente proximidade,ligação
bom é a cumplicidade,a proximidade dos corações,dos desejos,do êxtase que aquece o corpo,quando se encontam em dois corpos diferentes,e em um só ao mesmo tempo
difícil é a distância que nos separa,separa nossas mãos,nossas bocas,nossos batimentos,nossos movimentos.
mesmo assim,ele está aqui comigo,de algum jeito
e isso é bom

domingo, 16 de agosto de 2009

o futuro não existe

descobrir que tudo não passa de mentira,descobrir como somos escravos de rituais inventados,saber que não vamos chegar a lugar algum,isso sim é de grande utilidade...naquele dia,eu não contei meus planos,pois eu não quero fazer planos e deixar passar o que pode ser agora,nem pensar em um futuro mentiroso,que quer me enganar,me tirar do presente...mas tentar me desligar de tudo que não seja meu,que não seja eu,e não repetir incessantemente as mesmas coisas que tenho feito diariamente.Não é apenas aversão à rotina,sim,isso me irrita e me corrói,mas é também o medo de fugir da verdade,sem perceber,ser levado ao lugar comum,de ver o futuro ser apenas a multiplicação do presente,as mesmas coisas se acumulando,como lixo no ralo,se repetindo,seguindo sempre a mesma linha.
o futuro não existe,te contaram uma grande mentira.
e você vai ver as coisas acontecerem sozinhas,tomando vida própria.

domingo, 9 de agosto de 2009

paixões fast food

Mais uma noite daquelas,amigos queridos,encontros,cerveja e papo furado...adoro simplesmente sentir o som,embalar os movimentos e provocar sorrisos.Ontem foi assim,e como sempre,me apaixonei.Eu gosto dessas minhas paixões repentinas,que me encantam profundamente sem que ninguém saiba,sem me preocupar em saber o que é e no que vai dar.Eu me apaixono por canções,por garotos e por garotas,ou seja,gente...gente doce,interessante,e assim vou colecionando sorrisos,vou conhecendo vozes,e dá uma puta vontade de ficar junto,rindo,falando bobagem,fazendo nada.
Ela era um rosto conhecido,que eu,na minha solidão,aprendi a observar,como tenho feito há tempos,por muito tempo observei,sem conhecer,sem saber o som da voz dela,e enfim ela puxou papo e eu,como uma criança feliz entrei na roda e falei versinhos...fiquei sabendo seu nome,um pouco da sua vida,e me encantei por sua beleza.
A minha solidão me ensinou a ficar de olho em tudo,por isso eu lembro os rostos,e muitas vezes fico alimentando aquela vontade infantil de ser amiga da pessoa.Foi assim que fiz amigos maravilhosos,e gostaria de falar com ela denovo,quem sabe perguntar onde ela cortou o cabelo (achei lindo)
é assim,eu me apaixono rapidinho,pode ser sinal de imaturidade...que seja
é bom sentir as pessoas,e fazer amizade como se fosse na infância.




ouvindo Raveonettes ~ Ally,walk with me

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

fluidez

Dizem que quando a bebida entra,a verdade sai,pois então você não fica babaca quando bebe,você é um babaca,e é numa dessas que a gente se aproxima do auto conhecimento,que nos leva à autodestruição.Tente se reduzir,cortar os excessos,livrar se de artifícios,o resultado assusta.


foi depois de uma garrafa de vinho,uma tarde vazia e muitos cigarros,as idéias começaram a fluir,é estranho como de repente tudo se encaixa,e fica claro quem você é e que merda é essa que tá acontecendo.Se eu lhe disser que eu gostaria de ser quem eu sou quando bebo,você pode pensar que eu tenho problemas,que eu sou mais uma babaca...nada disso,o que acontece é que é triste perceber como nossas ações são comandadas pela atitude alheia,pelo que esperam da gente,pensar enlouquece,e pensar no que vai pensar é uma merda.
Tudo isso é um absurdo,terrívelmente absurdo,essa estrada que não leva a lugar nenhum,o desejo constante de "ser alguém na vida",pra mim,isso só me distancia de mim.Eu prefiro as coisas cruas,desconstruídas,afetadas pelo caos,ter certeza de tudo faz você esquecer de pensar,e quando a gente volta a pensar,tudo cai por terra,nada importa,nada existe,é tudo mentira.